.

.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Roberto Sandoval : rlavodnas@gmail.com ou rlavodnas@hotmail.com


Introdução :

O Reino das Astúrias foi a primeira região da Península Ibérica que se libertou do domínio dos Mouros quando da invasão por estes da Península Ibérica. Protegidos por uma imponente cadeia montanhosa, os cristãos que escaparam à conversão islâmica imposta pela invasão dos Mouros refugiaram-se naquele pequeno território do norte da península, a partir do qual dariam início ao processo de Reconquista Cristã, inicialmente mediante pequenas escaramuças, até aos confrontos directos com os estandartes dos vários reinos cristãos que se foram formando.
Foi, portanto, a primeira entidade política cristã estabelecida na península depois da capitulação do Reino Visigodo de Toledo, na sequência da morte de Rodrigo, último rei visigodo, na batalha de Guadalete. A designação de Reino das Astúrias foi inicialmente ostentada por Pelágio das Astúrias.
Em 910, como a Reconquista fez alargar muito o seu território, este foi dividido pelos filhos do Rei Afonso III, o Grande. Tendo Fruela ficado com as Astúrias, Ordonho com o Galiza e Garcia com o Reino de Leão.
Em determinada altura a Galiza e as Astúrias estiveram integradas no reino de Leão, dada a morte sem descendentes dos seus soberanos, tendo o rei Fruela passado a controlar toda a vasta área do Noroeste Peninsular cristão. Mas, ao conquistar cada vez mais área para si, na verdade acabaram depois por separar de novo. Mais tarde, podemos considerar que a partir dele surgiram outros reinos como o Reino de Navarra, Aragão e Castela que derivou em Reino de Leão e Castela e o Condado Portucalense, subsequentemente Reino de Portugal.

Capítulo I - Bermudo I

1 - Bermudo I das Astúrias ou Vermudo das Astúrias ou Veremund o Diácono (c. 760 - Oviedo, 797) foi Rei das Astúrias de 788 até 791. A sua alcunha, "o Diácono", deve-se ao facto de ser diácono antes e depois de ter subido ao trono.

Durante o seu reinado de três anos sofreu vários ataques muçulmanos em Álava e na Galiza. Após uma dura derrota causada pelas tropas atacantes que provinham das hostes andaluzes de Hisham I al-Ándalus em El Bierzo, abdicou do trono, regressando ao seu antigo estado clerical em 792 .
É considerado pelos autores como um rei generoso, magnânimo e iluminado, para a época.

Foi filho de Fruela da Cantábria (725 - 768) e de Munia Lopez 730 -?). Foi casado com Numila, que nas crônicas de Rodrigo de Toledo e de Lucas de Tui é chamada Imilo e de Nunilo. No seu epitáfio é nomeada como Ozenda, de quem teve :

  2 - Ramiro I das Astúrias (790 - 850) casado com Urraca , que segue
  2 - Pedro Tehon das Astúrias (Astúrias, Espanha, c. 785 -?) foi conde em Astúrias.

Capítulo II - Ramiro I

Ramiro I foi filho de Bermudo I das Astúrias (c. 760 - Oviedo, 797) "o Diácono" e de Numila, que nas crônicas de Rodrigo de Toledo e de Lucas de Tui é chamada de Imilo e de Nunilo, e no seu epitáfio é nomeada como Ozenda.
Terá sido casado por duas vezes, a primeira, cerca de 820 uma com Urraca cuja a ascendência não é conhecida mas que segundo o nome pode ser de origem vasco-navarro, com quem teve:

   3 - Ordonho I das Astúrias , que segue :

Capítulo III - Ordonho I

Ordonho I das Astúrias (ca. 830 — Oviedo, 27 de Maio de 866) foi Rei das Astúrias de 850 a 866. Era filho de Ramiro I das Astúrias. Repovoou as cidades de Leão, Astorga, Tui e Amaya.
Em 859 derrotou Musa ibn Musa na batalha de Albelda.
Foi filho de Ramiro I das Astúrias e de Urraca. Foi casado com Nuna de quem se desconhece as origens familiares, de quem teve:

    4 - Afonso III das Astúrias "o Magno" , que segue :

Capítulo IV - Afonso III

(848 — 20 de Dezembro de 910). Rei das Astúrias. Herdou o trono do Reino das Astúrias com a morte de seu pai. Casou com Jimena, possivelmente a filha do rei Garcia Íñiguez de Pamplona. com quem teve descendência. Foi sepultado no Panteão dos Reis da Catedral de Oviedo.

Afonso III das Astúrias o Grande (c. 852–Zamora, 20 de Dezembro 910),1 foi Rei das Astúrias, filho de Ordonho I das Astúrias. Dominou uma revolta dos Bascos em 867 e, mais tarde, outra da Galiza.
Consolidou o Reino da Galiza durante um período de fraqueza dos Omíadas de Córdova.
Em 868 , conquista o Porto e, em 878, a cidade de Coimbra. Ordena a redação das suas crônicas, em que apresenta o Reino das Astúrias como herdeiro do Reino visigodo.
Após a sua morte, a capital do Reino de Leão translada-se para Leão e o reino é dividido pelos seus três filhos: Leão para Garcia I de Leão, Galiza para Ordonho II da Galiza e as Astúrias para Fruela II das Astúrias.

Casou-se entre 28 de Maio e 20 Dezembro de 873 com Jimena (morta em 25 de novembro de 912), cuja identidade não está confirmada, apesar de alguns historiadores acreditarem que foi a filha de Garcia Íñiguez de Pamplona e de Urraca, e irmã do rei Fortuna Garcês.3 Deste casamento teve:

     5 - Garcia I de Leão (c. 875–914), rei de Leão casado com Muniadona.
     5 - Ordonho II da Galiza e Leão (c. 876–924), rei da Galiza, e mais tarde de Leão. Herdou o trono de Leão com a morte de seu irmão mais velho, García I de Leão, que segue :
     5 - Gonçalo das Astúrias (m. c. 920), confirmado em numerosos privilégios da época, emitido por seus pais e irmãos, e foi arcediago da Catedral de Oviedo. Alguns autores sugerem que provavelmente estará sepultado no Panteão dos Reis da Catedral de Oviedo.
     5 - Fruela II das Astúrias e Leão (c. 877-925), rei das Astúrias e, posteriormente, de Leão.
     5 - Ramiro das Astúrias (m. 929), alguns autores sugerem a possibilidade de que herda o reino das Astúrias quando seu irmão, Fruela morre. No entanto terá herdado o trono com a morte de Ordonho II da Galiza e Leão. Pode ter se casado com a rainha Urraca das Astúrias viúva de seu irmão Fruela. De acordo com a inscrição em seu túmulo no Panteão dos Reis Catedral de Oviedo, morreu a 31 de março de 929.
     5 - Sancha e duas filhas cujos nomes são desconhecidos.

Capítulo V - Ordonho II

Ordonho II da Galiza e Leão cerca de (c. 873 - Leão, 924), foi rei da Galiza (910-924) e de Leão (914-924).
Seu pai o rei Afonso III das Astúrias, à sua morte repartiu o reino pelos três filhos, tendo a Ordonho II cabido em testamento o Reino da Galiza. Pela morte sem herdeiros do seu irmão Garcia I de Leão, que herdara a coroa leonesa, Ordonho II assumiu também este reino.

Foi tido como sendo um governante enérgico e resoluto que submeteu à sua autoridade não apenas os territórios do reino de Leão mas estabeleceu um estado de luta quase constante e com sucesso contra os muçulmanos, que ainda dominava a maior parte da Península Ibérica.
O seu reinado marcou o tácito e silencioso trânsito entre o "regnum Asturum" o "Legionis regnum", com a sede real e definitivamente estabelecida na cidade de Leão.
Nasceu por volta de 873, data que o torna no segundo filho do rei Afonso III das Astúrias, "o Grande", Rei das Astúrias e sua esposa, a rainha Jimena Garcês de Pamplona. Pelo lado do pai era neto do rei Ordonho das Astúrias e sua esposa, a rainha Nuña.
Ele foi educado por Banu Qasi de Zaragoza, tendo colaborado no trabalho de governação durante o reinado de seu pai, Chegando, ainda no tempo de vida de seu pai a ocupar o governo da Galiza.
Dirigiu pessoalmente por volta do ano 910, uma expedição militar contra os muçulmanos do sul da Península Ibérica, tendo chegado á cidade de Sevilha, destruindo e saqueando o Bairro de Regel, "considerado um dos mais fortes e mais opulentos", conforme o relato feito na Crônica Silense também denominada História Seminense, documento medieval que relata em latim a história da Península Ibérica a partir do Reino visigodo (409 - 711) até aos primeiros anos do reinado de Afonso VI de Leão e Castela (1065 - 1073).

Casou por três vezes, a primeira cerca de 892 com Elvira Mendes, filha do conde Hermenegildo Guterres de Conde de Coimbra e de Ermesinda Gatones, da qual teve três filhos:

      6 - Sancho Ordonhes rei da Galiza cerca de (895 – 929).
      6 - Afonso IV de Leão rei de Leão (900 - 932) casou com Onneca Sanches de Pamplona (905 - 931) filha de Sancho Garcês I de Pamplona, rei de Pamplona (c. 860 — 10 de Dezembro de 925) e de Toda Aznares (880 -?)
      6 - Ramiro II de Leão, rei de Leão (900 - 965) casado por duas vezes, a primeira em 925 Ausenda Guterres (c. 900 - 931) filha de Guterre Ozores de Coimbra (880 - 933) e de Aldonça Mendes de Coimbra (882 - 942), e a segunda em 930 com Urraca Sanchez de Pamplona (morta depois de 936), filha de Sancho Garcês I de Pamplona e de Toda Aznares de Aragão , que segue :

Capítulo VI - Ramiro II

Ramiro II de Leão (900 — 965) foi rei de Leão, de 931 a 951. Foi filho do rei Ordonho II de Leão e de Elvira Mendes.

Foi o responsável pela coligação das forças de Navarra, Leão e Aragão contra os muçulmanos, tendo derrotado na batalha de Simancas, em 939, os exércitos do califa omíada Abderramão III. Esta vitória permitiu ao Reino de Leão, pela primeira vez, consolidar a fronteira a sul da linha do vale do Douro.
Nos últimos anos do seu reinado não conseguiu impedir que a marca mais oriental do seu reino (Castela) se erigisse em condado independente, sob a direcção do conde Fernão Gonzalez, neto do rei Garcia I de Leão por via feminina.
Em 950 lançou nova expedição militar contra os mouros, tendo-os derrotado junto a Talavera de la Reina.

Ramiro ainda pequeno foi confiado como educando a Diogo Fernandes e a sua esposa, poderosa família detentora de vastos territórios em terras do Douro e mais tarde também no vale do rio Mondego.
Estes territórios foram o centro de um núcleo de repovoamento agrupados em torno da política criada em torno da também ainda criança Bermudo Ordonez (? - 928). Quando o seu irmão Afonso IV subiu ao trono, revoltou-se contra ele, e foi o único dos irmãos de Afonso IV que se livrou de ser cegado, devido ao facto de se ter refugiado entre os muçulmanos.1
Ramiro II reveste-se ainda de particular importância para a história portuguesa , trata-se do primeiro rei a intitular-se (ainda que por breve período de tempo - entre 925, ainda em disputas com o irmão Afonso IV, e 931, um ano após a subida ao trono) de rei da terra portucalense , reconhecimento pleno da existência de uma terra portucalense, que já se vinha firmando desde 868, com a conquista de Vímara Peres e a formação da sua casa condal à frente dos destinos da mesma.

Foi filho do rei Ordonho II de Leão 2 (c. 871 - Leão, em junho de 924) e de Elvira Mendes morta em 921. Casou por três vezes.
O primeiro matrimónio foi 925 com Ausenda Guterres (c. 900 - 931) filha de Guterre Ozores de Coimbra (c. 880 - 933) e de Aldonça Mendes, de quem teve:

       7 - Ordonho III de Leão (925 - Zamora, Agosto de 956)3 casado cerca de 950 com Urraca       Fernandez de Castela, filha de Fernão Gonzalez (910 - 970) e de Sancha Sanches de Pamplona.
       7 - Teresa de Leão, Rainha de Pamplona (930 — cerca de 952) casada com Garcia Sanches I de Pamplona(919 - 22 de Fevereiro de 970), rei de Pamplona
       7 - Bermudo de Leão, faleceu ainda menino, pouco antes de janeiro de 941.

O segundo casamento foi em 930 com Urraca Sanches de Pamplona (915 —?), filha de Sancho Garcês I de Pamplona e de Toda Aznaresde quem teve:

       7 - Sancho I de Leão "o Crasso" ou "o Gordo" (? - 966) casado com Teresa Ansures (c. de 943 - Oviedo, 25 de abril de 997).
       7 - Elvira de Leão (ca. 934-c. 976 foi regente do reino de Leão em 966.

O terceiro casamento foi em Onega, de quem teve:

       7 - Lovesendo Ramires (940 —?) casado com Zayra Ibn Zayda (940 -?) filha de Zaydan Ibn Zayd(883 -?) e de Aragunte Fromariques (890 -?)

Fora do casamento, com Ortega Ramírez, também por vezes com o nome grafado como Ortigueda Ramírez, filha do Conde Rodrigo Romaes, teve:

       7 - Alboazar Ramírez (? - 960) casado com Elena Godínez , que segue :
       7 - Ortega Ramírez casada com Gustivo González


Capítulo VII - Príncipe Alboazar Ramirez

Teve o filho :

        8 - Ermigo Alboazar , que segue :

Capítulo VIII - Ermigo Alboazar

D. Ermigo Alboazar (990 —?) foi um nobre do Condado Portucalense e com sua esposa , senhora do Mosteiro de Arouca, que se localiza na freguesia de Arouca, vila e concelho de mesmo nome, distrito de Aveiro, em Portugal.

Veio para o território do Condado Portucalense com seu pai, o príncipe Alboazar Ramírez, filho do rei Ramiro II de Leão, que aqui tomou várias terras aos mouros por volta do ano 1000.
Entre essas terras estavam as que se encontravam sob o domínio do Castelo de São Romão, do Castro de Santa Maria de Avioso e do Castro de Gondemar, bem como destas mesmas fortalezas.D. Ermigo foi senhor da vila de Távora bem como do Castelo de Távora.

Foi neto do rei Ramiro II de Leão e de Ortega Ramírez e filho do príncipe de leão, Alboazar Ramírez (? - 960), e de Elena Godínez. Casou com D. Dordia Osóres (968 —?), Senhora do Mosteiro de Arouca e filha de Osório Garcia de Cabrera e de D. Sancha Moniz, de quem teve:

         9 - Egas Hermigues (c. 1010 - 1095) casado com Gontinha Eriz (1035 -?), filha de D. Ero Fernandes de Lugo e de D. Ouroana Soares, senhores do Castelo do Neiva e condes de Lugo , que segue :

Capítulo IX - Egas Hermigues

 D. Egas Hermigues (1010 — 1095) "O Bravo" foi fundador juntamente com a sua esposa do Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, em Freixo de Baixo, Amarante, tendo sido também e governador de Anégia entre 1037 e 1051.

Foi filho de D. Ermigo Aboazar (990 —?) e de D. Dordia Osóres (968 —?), Senhora do Mosteiro de Arouca e filha de Osório Garcia de Cabrera, Conde de Cabrera e de D. Sancha Moniz. casou com Gontinha Eriz também chamada de Gotinha Godins (1035 -?) que herdou e por isso foi Senhora do mosteiro de Arouca, filha de Ero Menendez de Lugo, Conde de Lugo e de D. Ouroana Soares, de quem teve :

          10 - Soeiro Viegas (1070 — 1145)
          10 - D. Unisco Viegas (1057 — 1103) casou com Egas Gosendes de Baião4 5 .
          10 - D. Enego Viegas (1060 — ?)
          10 - Ega Viegas (1030 —?) casada com Gosendo Arnaldes de Baião.
          10 - Paio Viegas (? - 1190), Senhor da Quinta de Matos, casou com Aldara , que segue :

Capítulo X - Paio Viegas

Paio Viegas (1190 -?) foi um fidalgo Rico-Homem e cavaleiro medieval do Condado Portucalense e Senhor da Quinta de Matos, comarca de Lamego.

Filho de Egas Hermigues (1010 — 1095) e de Gontinha Eriz. Casou com Aldara de quem teve :


           11 - Ermigo Pais de Matos (1220 -?) casou com Mécia Soeiro Cardoso , que segue :

Capítulo XI - Ermigo Pais de Matos

Ermigo Pais de Matos (1220 -?) , foi um Cavaleiro medieval do Reino de Portugal, foi Senhor da Quinta de Matos, do lugar de Amaral e da Quinta do mesmo nome. Foi também Senhor da Terra de Cardoso e da Quinta de Cardoso.

Filho de Paio Viegas (1190 -?) e de Aldara. Casou com Mécia Soeiro Cardoso de quem teve :

            12 - Paio Ermigues de Matos (1240 -?) casou com Urraca Lopes.
            12 - Vasco Ermigues Cardoso (1255 -?) , que segue :
            12 - Afonso Ermigues do Amaral (1245 -?).

            12 - Teresa Afonso do Amaral (1235 -?) casou com Estevão Anes, Alcaide-mór da Covilhã.2

Capítulo XII - Vasco Ermigues de Matos

Vasco Ermigues Cardoso (1255 -?) foi um Cavaleiro medieval do Reino de Portugal, foi Senhor da Quinta de Cardoso e da Honra de Cardoso, cidade de Braga.

Foi filho de Ermigo Pais de Matos (1220 -?) e de Mécia Soeiro Cardoso. Foi pai de :

             13 - Lourenço Vasques Cardoso (1300 -?) , que segue :

Capítulo XIII - Lourenço Ermigues de Matos

 Lourenço Vasques Cardoso (1300 -?) foi um nobre e Cavaleiro medieval do Reino de Portugal, onde foi Senhora da Honra de Cardoso, tendo vivido no tempo do rei D. Afonso IV de Portugal.

Filho de Vasco Ermigues Cardoso (1220 -?). Foi pai de :

              14 - Vasco Lourenço Cardoso (1330 -?) , que segue :

Capítulo XIV - Vasco Lourenço de Cardoso

Vasco Lourenço Cardoso (Mancelos, c. 1330 -?) foi um fidalgo e Cavaleiro medieval do Reino de Portugal, exerceu o cargo de Escudeiro em Cardoso. Foi o 4ð Senhor da Honra de Cardoso bem como da Quinta do mesmo nome. Foi igualmente senhor da localidade de Ervilhão. Aparece documentado na lista dos Cavaleiros reais em 1339 onde se informa que é natural da localidade de Mancelos.

Foi filho de Lourenço Vasques Cardoso (1300 -?) e de uma senhora cujo nome a história não regista. Teve com Francisca Martins ou Marques (1340 -?) :

               15 - Lopo Vaz Cardoso,

               15 - Álvaro Vaz Cardoso (1370 -?), alcaide-mor do Castelo de Trancoso casou com Maria Rodrigues de Vasconcelos (1380 -?), filha de Mem Rodrigues de Vasconcelos (1275 -?) e de Maria Martins Zote (1270 -?) , que segue :

Capítulo XV - Álvaro Vaz Cardoso

Álvaro Vaz Cardoso (1370 -?) foi alcaide-mor do Castelo de Trancoso e Fidalgo da Casa do Rei D. João I de Portugal e também vassalo do Infante D. João após ter sido reconhecido por seu pai e legitimado pelo rei D. Fernando I de Portugal com carta emitida em 1 de Março de 1378.
O rei D. Fernando fez-lhe doação das terras de Vila de Rei, freguesia portuguesa do concelho de Trancoso. O Ato de reconhecimento régio permitindo-lhe suceder a seu pai na Quinta e Honra de Cardoso, passando assim, após a morte de seu pai a ser D. Álvaro Vaz Cardoso, 5ð Senhor da Honra de Cardoso

Foi filho de Vasco Lourenço Cardoso (1330 -?) e de Francisca Martins ou Marques (1340 -?). casou com Maria Rodrigues de Vasconcelos (1380 -?), filha de Mem Rodrigues de Vasconcelos (1275 -?), senhor da Torre de Vasconcelos e de Maria Martins Zote (1270 -?), de quem teve:

                16 - Vasco Pais Cardoso (1400 -?) foi alcaide-mor do Castelo de Trancoso Casou por duas vezes, a primeira com Brites Anes do Amaral (1410 -?), filha de João Lourenço do Amaral (1325 -?) e de Aldonça Vasques. o segundo casamento foi com Leonor Vaz Pinto , que segue :
                16 - Nuno Álvares Cardoso (1420 -?) casou com Isabel Rebelo,
                16 - Fernão Álvares Cardoso (1410 -?) casou com Maria Anes do Amaral,
                16 - Brites Cardoso (c. 1420 -?) casou com Lopo Fernandes Fraião,
                16 - Aldonça Cardoso (c. 1410 -?) casou com Pedro Saraiva,

                16 - Isabel Cardoso casou com Pedro do Couto.

Capítulo XVI - Vasco Pais Cardoso

Vasco Pais Cardoso (1400 -?) foi um nobre do Reino de Portugal, Pajem D. Infante Dom Henrique, Duque de Viseu, filho do rei D. João I de Portugal de quem foi Escudeiro Fidalgo, Foi Alcaide-mór do Castelo de Trancoso, 1.ð Senhor do Couto do Rio de Asnes, que foi buscar o seu nome ao Rio Asnes, local onde fundou o seu solar e Quinta de Santa Eulália. Foi 6ð Senhor de Cardoso e Senhor de Moreira e Ervilhão. Exerceu o cargo de Vedor da rainha D. Isabel de Portugal, Rainha de Castela, esposa do rei D. João II de Castela.

Foi filho de Álvaro Vaz Cardoso (1370 - ?) e de Maria Rodrigues de Vasconcelos (1380 -?). Foi Alcaide-mór do Castelo de Trancoso. Casou por duas vezes. A primeira com Brites Anes do Amaral (1410 -?) filha de João Lourenço do Amaral, Senhor do Amaral (1325 -?) e da sua 2.ð esposa Maria Fernandes Barrantes, de quem teve:

                 17 - Vasco Pais Cardoso (1430 -?) casou com Isabel Vaz de Castelo Branco,
                 17 - Luís Vaz Cardoso (1430 -?), 7.ð Senhor da Honra de Cardoso, casado com Leonor de Vasconcelos filha de Gonçalo Mendes de Vasconcelos "o Moço" (1360 -?), e de Maria Anes de Balazães (1400 -?) , que segue :
                 17 - Álvaro Vasques Cardoso, alcaide-mór do Castelo de Trancoso casado com Isabel Pacheco,
                 17 - Diogo Pais Cardoso (c. 1430 -?) casou com Maria Rodrigues do Amaral,
Brites Cardoso,
                 17 - Mécia Cardoso (1435 -?) casou com Pedro Rebelo,
                 17 - Fernão Cardoso (c. 1435 -?) casou com Leonor de Almeida Pereira,
                 17 - Susana Cardoso (c. 1435 -?) casou com Pedro Afonso, "o Tocho".

O segundo casamento foi com Leonor Vaz Pinto, de quem não teve descendência.

Capítulo XVII - Luís Vaz Cardoso

D. Luís Vaz Cardoso (1430 -?) foi um nobre do Reino de Portugal e o 7.ð Senhor da Honra de Cardoso, localidade de São Martinho de Mouros, freguesia portuguesa do concelho de Resende.

Foi filho de Vasco Pais Cardoso (1400 -?), alcaide-mor do Castelo de Trancoso e de Brites Anes do Amaral (1410 -?) filha de João Lourenço do Amaral (1325 -?) e de Aldonça Vasques. Casou com Leonor de Vasconcelos (c. 1430 -?) filha de Gonçalo Mendes de Vasconcelos, “o Moço” (1360 -?) e de Maria Anes de Balazães (1400 -?), de quem teve :

                  18 - Azuil Cardoso (1450 -?), senhor da Honra de Cardoso casado por duas vezes, a primeira com Joana de Moura, filha de Fernão de Moura, senhor da Azambuja e a segunda com Isabel da Fonseca filha de Fernão da Granja, alcaide-mor de Lamego e de Brites da Fonseca (1410 -?),
                  18 - Gil Cardoso de Vasconcelos (c. 1450 -?) casou com Maria Cardoso,
                  18 - João Vaz Cardoso (c. 1450 -?) casou com Maria Nunes de Faria,
Aldonça Vaz Cardoso casou com Nuno Fernandes de Gouveia,
                  18 - D. Pedro Vaz Cardoso (c. 1450 -?), 1.ð senhor do Morgado de Nespereira casado com Maria Dias Cardoso
                  18 - Leonor Vaz Cardoso casada por duas vezes, a primeira com Pedro Dias Rebelo e a segunda com Simão Cardoso,
                  18 - Inês Vaz Cardoso,
                  18 - Inês Anes de Vasconcelos casada com Rui Gonçalves de Sequeira , que segue :

 Capítulo XVIII - Inês Anes de Vasconcelos


Inês Anes de Vasconcelos casada com Rui Gonçalves de Sequeira.

Capítulo XIX - Isabel Rodrigues de Vasconcelos

N 9 Gonçalo Monteiro -  fð. de Lopo Martins Monteiro N 8. Sucedeu na Casa de seu pai, e serviu ao Infante D. Fernando Duque de Viseu como consta de um Brasão que se passou a seu neto Gonçalo Monteiro em 8 de Novembro de 1545 e se conserva em poder de seus descendentes abaixo nomeados em Bertiande; El Rei D. Afonso V o mandou à Beira para juntar as Pratas das Igrejas que lhe pediu emprestadas para as necessidades da guerra, e com esta ocasião casou no Lugar de Quintela do Concelho de Tarouca com Isabel Rodrigues de Vasconcelos filha de Rui Gonçalves de Sequeira e sua m.er Inês Annes de Vasconcelos filha de Azuil Cardoso, ou sua irmã diz uma Cota

Capítulo XX - Lopo Monteiro

N 10 Lopo Monteiro -  fð. de Gonçalo Monteiro N 9. Sucedeu na Casa de seu pai, viveu em Barro e foi cidadão do Porto como se prova do mesmo Brasão acima alegado. Casou com Guiomar de Oliveira como consta do Prazo que lhe fez o Mosteiro de Tarouca da honra da Touca em 1495, o qual deu em dote a filha Guiomar Monteiro

Capítulo XXI - Gaspar Monteiro


N 11 Gaspar Monteiro -  fð. de Lopo Monteiro N 10. Foi Fidalgo da Casa de El Rei D. João III como consta do mesmo Brasão que se lhe passou naquele tempo. Casou com Catarina Dias que dizem era sobrinha de Fr. Gaspar Dias Comendador do Barro na Ordem de S. João


Capítulo XXII - Mècia Monteiro

N 12 D. Mécia Monteiro -  filha de Gaspar Monteiro N 11 do  1. Casou com Baltazar de Alvarenga Soeiro morador em Lamego fð. de Bernardo Álvares Alvarenga, ou Alvergaria, irmão de Gonçalo Vaz, e neto de Álvaro Annes Soeiro de Alvarenga, ou Alvergaria e sua m.er................................. Cardoso, 2ð neto de Soeiro Fernandes de Alvergaria, e 3ð neto de Fernão Soares, ou Soeiro ttð. de Soares de Albergaria  32 N .....; Álvaro Annes Soeiro de Alvergaria era fð. de Soeiro Fernandes d’Albergaria, e neto de Fernão Soeiro d’Albergaria, e 2ð neto de Soeiro Fernandes e sua prima Sancha Álvares no ttð. de Soares d’Albergaria  32 N 9
Deixaram os filhos seguintes :

Antonio Rodrigues de Alvarenga , que segue no capítulo 23
Manoel Monteiro (Rodrigues) de Alvarenga , que segue no capítulo 24


Capítulo XXIII - Antonio Rodrigues de Alvarenga 

Antonio Rodrigues de Alvarenga, natural de Lamego, casou em S.Vicente com Anna Ribeiro, nascida em 1562 em São Vicente , SP , falecida 23/10/1647 em São Paulo , SP , f.a de Estevão Ribeiro Bayão Parente, natural de Beja, e de Magdalena Fernandes Feijó de Madureira, natural do Porto. Faleceu com testamento em 1614 em S. Paulo. e teve (C. O. de S Paulo) , foram pais de :

 Maria Pedroso de Alvarenga (c.1575) , cc Cap. Sebastião de Freitas , pais de :
   Maria de Freitas (c. 1595) cc Henrique da Cunha Gago , pais de :
     Izabel da Cunha (c. 1615) cc Antonio Vieira da Maia , pais de :
       João Vieira da Maia (1634) cc Catarina Rodrigues , pais de :
         Antonio Viera da Maia (1666) , pai de :
           Antonio Vieira da Maia (c. 1710) cc Antonia do Prado , pais de :
             Helena Maria de Jesus (c. 1740) cc Custódio Rodrigues da Veiga , pais de :
               Ana Custódia de Jesus (1768) cc Manoel Barbosa Guimarães , pais de :
                 Magdalena (Custódia) Maria de Jesus (1800) cc Jose Alves Moreira , pais de :
                   Ana Alves Moreira (1821) cc Jose Francisco Barbosa Sandoval , que seguem através do blog "A origem da Família Barbosa Sandoval" : http://rlavodnas.blogspot.com.br/

Capítulo XXIV - Manoel Monteiro (Rodrigues) de Alvarenga

Natural de Lamego , Portugal , nascido pelos anos de 1580 , foi casado com Guiomar de Castilho , foram pais de :

  Guiomar de Alvarenga cc Cap. Francisco Alvares Correa , pais de :
    Maria Moreira cc Alcaide Mor Manoel Vieira Sarmento ,  que seguem através do blog "Do Sertão de Taubaté ao Sertão do Rio Pardo" :  http://taubatecaconde.blogspot.com.br/

Colaboradores :

Felgueiras Gayo
  GP - Genealogia Paulistana
   



Nenhum comentário:

Postar um comentário